5.17.2011

"Recibos Negros!"

Assim é que é,
o Indigente Laboral,
o novo Futre de POrtugal,
que com dois pés
finta o FMI, melhor que o Pélé!

este poema é dedicado à Alzira, a menina do Guichet 2, da Repartição da Segurança Social de Algueirão, que ontem foi... despedida!

10.11.2010

mais uma t-shirt

"qsaf*da stm*rda"

9.24.2010

mais frases para t-shirts

work4free
fuck4money
love4free
NO $4 Clothe

sentence

Dope will get you through times of no money better than money will get you through times of no dope"
Freewheeling Franklin (from Fabulous Furry Freak Brothers)

6.07.2009

Web Solidária - PUB

Toca a promover os sites dos amigos!
Eis a web solidária. Ainda por cima tem lá um apontamento vídeo aqui do Je da necrose!

www.portorestauro.com

9.05.2008

2008 - Odisseia na Idanha - BOOM

Capitulo 1: "A Odisseia"

Ás vezes temos momentos em que temos uma ideia que nos parece absurda, mas que acaba por ser ... genial!
Ao preparar as coisas para o Boom, pensei em incluir a bicicleta. Sem suporte exterior teria de ir dentro do carro, sendo que levaria 2 mexicanas e um "panchito" de boleia para o Boom. Eles e as mochilas, mais o meu camping kit bastante extenso.... não parecia fácil, mas, dito e feito. Coube tudo!

Bem atafulhado, tinha combinado com o Dr. Faguntes (e mais 5 viaturas) partirmos por volta das 9 da noite de domingo, com a ideia de ganhar um lugar na fila da estrada nacional em Idanha, que se previa longa. Sabiamos de antemão que o pré-parque estava já lotado. (cerca da 1 da tarde de domingo lotou - as portas apenas abriam ás 9 da matina de segunda, imagine-se....)
Tal como seria de esperar saí de Gaia era 1 da manha. 4 horitas de atraso, nada mau... altura pela qual já o Faguntes estaria perto de Idanha.
Durante a viagem fui sabendo que já niguém passava de Idanha-a-Nova para a nacional de dava acesso à Lagoa (uns 4km adiante). Ou seja, apenas a solução de chegar por norte era viável, opção aliás já planeada com antecedência. Dessa forma chegamos pelas 6 da matina á fila de carros que se estendia até à prmeira barreira policial de acesso à estrada secundária, que levava até aos portões do festival

note-se que:

Idanha - 1ª barragem de controle (acesso à estrada secundária que leva á lagoa e aos portões do fetsival) = 4km
1ª barragem - portões do festival: 2km
portões do festival - car park: 1km
car park - camping: 1km (senão mais...lol)

Retomando.
Estacionei a 400m da 1ª barreira. Quem chegou de sul, durante a tarde de domingo, teria ficado retido em idanha, à espera de entrar para a fila da nacional. A uns bons 4km do acesso.... ora perante isto 400, era muito satisfatório!

Ora estaciona, saca da bicla e bute investigar até à barreira. Umas centenas de mancebos já se acumulavam na grades de acesso á estrada da lagoa. Carrinhas aos montes, matriculas variadas, charuto a rolar, trance a bombar, piquenique montado, bebedeira habitual dos ingleses, e o xico-espertismo habitual do tugas que em vez de esperarem na fila, tentavam ir até à entrada, sendo devidamente repatriados para trás. Dava-me um certo gosto ve-los passar.... e velos voltar! Cambada de idiotas xico-espertos!
Vá lá, que nisso os Franceses parecem estar bastante próximos de nós....

Ponto de situação:
A porta vai abrir mais cedo. às 7 da manha, de modo a ver se as coisas escoam mais depressa. Ainda assim, a perspectiva é de umas 5, 6 ou 7 horas até chegar à 1ª barreira. Posto, isto, carrego quantas tendas posso na traseira da bicla, e sigo para a porta. Eram umas 8 da manha mais ou menos. Havia agora milhares de pessoas de mochila ás costas acumulando-se na 1º barreira. Quando esta abriu foi ver um mar de gente estradinha abaixo, sol a começar a bater e a doer....
E eu de bicla, atrás deles... que passar té queto, ninguém deixa!
Eis senão quando, passa um jeep da organização a apitar, o povo afasta-se. abre uma brecha e aí está a grande oportunidade! Aí vou eu! Sempre colado na traseira do jeep a evitar o ppl que se fecha de imediato mal este passa. Devo ter passo uns quantos milhares nestes 2 ou 3 km até ao portão principal. Ainda assim, estive retido cerca de 1h na ponte que antecede o portão principal e onde se fazia a primeira triagem, de maneira a não entupir o portão de entrada.
Já era 9 da manha e o calor começa mesmo a arranhar! Suo em bica, eu e os outros diga-se... empurrões minimos, algum stress, mas com o civismo sempre presente.
10 da matina. Tenho o portão a 20m. As filas avançam lentamente....
Ás 10h15m tenho a minha pulseira e monto na bicla, eis senão quando me aparece um camaraman na frente e ouço: "Hei, a bike. Can i ask you a few questions?"

"Fodasse" disse para mim, era mesmo isto. De directa, a suar que nem um porco e vou aparecer na TV....
Lá disse sintéticamente que vinha do Porto.
"O que esperas do festival" diz ele.
"Vai ser sempre a pedalar!" - respondo, e arranco....

Por esta altura o Faguntes, rei das cunhas, que houvera garantido um lugar no pre-parque, impacientava-se. (todos os carros desta parque iam entrar antes das filas da nacional começarem a escoar).
O meu caro amigo começava a torrar ao sol e á poeira, sem perceber o porquê de ninguém se mexer do sítio. telefona, troca mensagem, lamenta-se, e tal... E eu a pedalar, a ver a lagoa finalmente, as cores, os cheiros, e as colinas amarelas pintalgadas de sobreiros.
Já por lá há algumas carrinhas "!Out of space", os personagens do costume... Ha felicidade!!! Foram dois anos de espera... e eis que enquanto pedalava, começava a sentir o Boom!

Muitos apressam o passo na ânsia de garantir um lugar de camping com a tal sombrinha desejada. Eu sabia para onde ía. Queria garantir o mesmo lugar de 2004 e 2006, na colina traseira à Groovy Beach, com vista para o Anti-Boom, bem no sopé da colina, mas a 30m da água em descida vertical perigosa!
trata-se de um local de vistas largas, sossegado, e com duas árvores poderosas capazes de dar abrigo a muito indigente. Além do mais não é sitio de passagem, fica perto dos chuveiros e este ano, supremo luxo, com um minimercado a 70 metros (embora em subida pronunciada, lol)

Quando o alcanço verifico que a guarda está tomada por duas pequenas tendas, mas menos mal, ainda há espaço no sopé, com inclinação aceitável, e a sombra de baixo está toda livre. Vai dar para armar a rede e e sala comum debaixo de toldes, onde aliás gosto de dormir ao relento!
Pequeno pormenor: olhando em volta tudo o que é sombra está bastante ocupado, mas esta está livre, porque o chão é preenchido de catos selvagens secos, nada que um bom desbaste e limpeza árdua não torne num local apetecível.

As horas foram passando e com tanto telefonema já nem tenho bateria no telefone. Cerca das 14:00 (corrige-me ó faguntes se estiver errado) lá aparece a trupe do Dr.
12 hora depois de chegarem a Idanha (pré-parque auto) chegam finalmente ao local de camping. Já só faltam montar a tenda e o tolde e estão quase 40º. O Boom é para duros! lol

Por volta das 16:00, e sem noticias do resto da matilha decidi fazer-me à estrada e voltar à nacional, onde tinha deixado o carro. O caos continuava a imperar e viam-se ainda poucos carros no parque. Talvez uns 500.
Estafadela total (agora era sempre a subir) e lá chego ao carro. Espanto (ou talvez não), não se tinha movido um único metro!!! em quase 12 horas de espera a fila não andara 1 metro! A impaciência e dedespero abundava, sendo que o estendal nas bermas era total.
pouco tempo depois, a fila começava finalmente a ser escoada e por volta das 11 da noite, já estavamos todos no acampamento... a Odisseia terminava para nós, mas as filas só muitas horas depois iriam ser completamente escoadas.
Exemplo disso, a minha namorada chegou ás 5 da manha, e ainda apanhou uma hora de espera para entrar.

Depois desta odisseia, o meu primeiro Boom, foi quando me deitei da tenda. Santificado Recolhimento!


cenas dos próximos capítulos para breve, i hope!

3.04.2008

Frases soltas no firmamento!

A qualquer hora, em qualquer lugar, com quase qualquer pessoa somos chagados pela reprovação imediata e anúncio trágico-apocaliptíco de uma praga, da pesta branca, da maldita, sim, da maldita!

Por isso é com um certo gozo que se mandam aquelas belas bojardas de contra-cultura.
Cá vai uma, que en contrei num texto de
John E. Burns, PhD, Novembro 2002

"Na minha última depressão severa, usei coca novamente, e apenas uma pequena dose elevou-me às alturas de uma forma maravilhosa. Agora mesmo, estou envolvido em pesquisar a literatura para escrever uma canção de louvor a esta substância mágica." - Sigmund Freud

A cocaína, para ele, era um remédio quase perfeito contra seus acessos neurastênicos.
Sabemos, através da "Interpretação dos sonhos", que Freud usava a droga em 1895 , um uso de onze anos entre as idades de 28 e 39 anos. No entanto não há nenhuma indicação de que ele era dependente ou mesmo que a usava compulsivamente. Como faz notar um autor:

O desejo de erguer-se acima e além foi canalizado, por Freud, para a ciência.
Reconhecimento profissional imediato era o tipo de libertação que ele buscava.
Ele não esperava o Nirvana diretamente através do seu próprio uso de cocaína e é por isso que não corria o risco da dependência.